quinta-feira, 13 de maio de 2010

2 em 1

Essa semana tenho observado um foco maior no assunto do homossexualismo e algumas coisas me chamaram bem a atenção. Apesar de ser hetero, conheço pessoas homo e bissexuais e tenho um ótimo relacionamento com elas, porém fiquei a pensar (após ter visto na revista Veja o assunto em pauta, assim como no programa Profissão Repórter desta terça - Globo) na expansão que isso vem tomando nos últimos tempos. O mundo está mudando, e nos encontramos num período transitório entre o tradicionalismo e o modernismo. A vontade  de experimentar o que se dita por 'diferente', ou gozar um pouco mais da liberdade que nos foi dada gera anseios, choques e até preconceitos com aqueles que se atraem por pessoas do mesmo sexo. Apesar de toda a evolução que os tempos sofreram, ainda existe muita discriminação com gays e outros pivôs sociais. Desde o passado, acredito que haveria tendências ocultas e vontades reprimidas, que hoje estão sendo mais expostas e vividas de forma protestada. E é exatamente desse protesto que eu gostaria de opinar... Penso portanto, que ir às ruas, protestar, participar de movimentos gays, paradas e outras mobilizações só faz com que isso se torne um fato distante da sociedade, pois fazendo isso mostra que gays, lésbicas ou trans só vivem o mundo deles, os levando a uma diferenciação pelas suas posições sexuais. Não direi 'opção' porque acho que ninguém escolhe por ser gay numa sociedade como a nossa! Mas enfim, quero dizer que essa forma de se mostrar 'diferente' querendo ser 'normal' faz com que isso pareça uma doença. Cito o exemplo de alguém que por ser hetero não precise divulgar isso, nem muitos menos mostrar. O mundo de cada um é diferente e a normalidade está dentro de quem a vive.. quanto à sociedade, movimentos não mudarão o paradigma! Ser homo ou hetero não exije uma exposição. Mas já se falar da violência contra os mesmos, aí digo que é preciso sim colocar em foco, afinal... ser gay significa uma doença algum tipo de crime? Obviamente que não. A felicidade encontrada em relacionamentos não datados pelas pessoas como o 'certo' (hetero) não quer dizer que seja 'errado', mas sim a felicidade plena encontrada com alguém de mesmo sexo. Se não houvessem fugas das ideologias sociais, viveríamos como robôs, sem direito de ser feliz com o que nós achamos melhor para nós (como alguns ainda vivem - não saem do armário). Jamais os discrimino, apenas aceito-os como seres humanos, sem classificações impostas ou opiniões má formadas! Gosto mesmo é da mistura... da diversidade, do mundo colorido, colorido...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Amor?

Um dos temas mais paradoxais que eu tenho em mente agora, e como todos, digo também que não poderei descrevê-lo apenas, pois seria limitar um sentimento tão grandioso... e mesmo não podendo falar dele assim, vou tentar expressar um pouco do que acho sobre!
Experiências próprias e dos outros também, me levam a questionar muito sobre a durabilidade desse sentimento dentro de nós, que uns dizem que é eterno, já outros dizem que acabam com o passar do tempo... eu digo que seria um pouco dos dois. Tudo depende dos olhos de quem vê. Viajar no mundo das emoções, seria dizer que ele é eterno... e no mundo da realidade, teria um tempo pra acabar. Eu diria que enquanto nós o vivemos de verdade, temos os dois pontos no subconsciente, pois ao mesmo tempo que não queremos que ele acabe, pensamos na forma de que um dia ele irá se esvair. Mas, o 'fato' passa longe quando nos deparamos com esse 'fogo que arde sem se ver'. Uns demonstram e gritam pra quem quiser ouvir todo seu amor... já outros o sentem de forma tão discreta que até passa despercebida por vezes.
Para mim, esse é o sentimento mais claro e mais complexo ao mesmo tempo! Na minha vida, possuo vários amores (família, amigos...) e me pego pensando se já amei um companheiro de verdade. Mas o que seria esse 'de verdade'? Talvez o seja confundido na maioria das vezes (principalmente nos últimos tempos) por outros sentimentos de apego, posse, resultando numa verdadeira 'propriedade privada' (doença) e distorcendo aos poucos sua bela forma. Isso me incomoda muito, pois vejo o que as pessoas se submetem por causa de um suposto ' amor' (Não paramos de ser bombardeados por crimes, desastres ou suicídios com o pretexto de se amar ao outro.) Mas, que tipo de amor é esse?
Reflito porém, que senti-lo por um companheiro (sentir de verdade) seria adorar sua felicidade, individualmente e não mutuamente... e lamento muito que o significado da paixão (efêmera) seja simplesmente trocado por um indescritível sentimento nobre!
Pensar no amor como único e grandioso, seria não viver sem ele... e pensar em matar pelo o mesmo, seria a maior falta de absurdo!
Esse é o sentimento-base que o mundo está precisando, mesmo com poucos buscando senti-lo! O mundo está mergulhado por falsas emoções, perda de sentidos, distanciamento do simples e aprofundamento dos seus opostos (tristeza e ódio) e já se dizia que a depressão seria o mal do século XXI. Nada foi dito em vão! Acredito ser essa mazela, uma ausência quase total do amor...  Além do isolamento do ser humano limitado unicamente a coisas supérfuolas, promovendo um desligamento das emoções puramente ditas.
Enfim, esses são uns dos poucos fatores que levam a algumas pessoas vazias de sentido... de amor!
E agora...
O que te falta para amar?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Eu, tu e eles

Quanto mais o tempo passa, mais é preciso aprender a conviver e se adequar ao meio e às pessoas que estão ao nosso redor. E o cotidiano abala, muitas vezes não saindo daquela 'mesmice' - pura narração de fatos alheios -. Mas a adequação unicamente depende de cada um!
Essas pessoas acabam também por proporcionar sentimentos talvez revoltosos, ou muitas vezes despertam amor, amizade, apego... Vacilam, surpreendem, machucam, porém não deixamos de amá-las por seus vícios nem procuramos amá-las mais por suas virtudes. É melhor mesmo engolir o 'sapo', do que morrer de remorso.
Por vezes pensamos ser possível viver só e que a felicidade não depende de ninguém, mas vem a vida e prova o contrário. Ao se isolar de tudo e de todos, nos tornamos pessoas inseguras e nos esvaziamos de significados, - busca do total 'extasy' unilateralmente -. Se fosse assim, que sentindo teria a palavra 'relacionamento'?
Somente sem a barreira entre nós e os outros, os laços se alargam e as experiências - produtivas ou não - ensinam como viver, tratando da evolução pessoal, gradativamente.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Como uma criança



A mulher ao olhar-se no espelho, retrocede e conversa consigo mesma como se fosse com seu 1º amor:

- O sonho foi tão nítido quanto a forma das minhas mãos! Eu te implorava - como uma criança - pra ficar, pra me perdoar, mas você fingindo ser rude, me gritava sem pudor e me pisava como um nada. Ficava tão triste com tamanha crueldade... eu queria te dar apenas uma coisa, tava aqui dentro do meu coração havia um tempo... todo o meu amor. Foi você quem me ajudou quando mais precisei, era só uma recompensa... não custava ter aceito, quase nada! Você estava mais magro e esbelto, bonito - um encanto -. Não conseguia desgrudar os olhos da sua face e beijar tuas mãos, desejando acolher-me nos teus braços. Estávamos na praia, à noite... lua e estrelas como testemunhas do amor que nunca morre, que suporta distâncias... invisível como o vento, mas dá pra sentir, ah se dá! Nesse outro estágio, você já era outra pessoa e me beijava com saudade, tão intenso quanto as ondas que quebravam à nossa frente. Mas ao achar que você iria aceitar meu presente, você me empurra e me diz um triste 'adeus'. Li nos seus olhos caídos que o coração falava uma língua diferente da razão. "Não me procure mais, também não te procurarei." E o dia amanhace com aquele gosto salgado das lágrimas, da água do mar... água que levou-nos embora, vida e rumos distintos, talvez para sempre!


Mas aí, ela amadureceu, virou mulher e depois disso... tudo passou a ser realidade.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Extremos, meus...

Paro às vezes e penso ou vivo - não dá pra dissociar - numa solidão preenchida por vazios, sem sentido ou conexão com o terreno, o concreto, o palpável. Transporto-me em um ser humano frágil e minúsculo diante da vida, do mundo e olho estrelas buscando um significado para eu estar aqui, mesmo que só [por enquanto]. Puxo por um cordão do céu, o imaginário ou ilusório, e os trago para a realidade [choque dos extremos]. Não obtenho respostas claras, pois minha mente viaja como um avião sobre mares desconhecidos e imensos, numa tão rapidez, que sobrevoa apenas homogeneidade das águas... Águas essas que rolam pelo meu rosto, que molham todo o meu caminho, todo o meu concreto... ora fortes, ora calmas e sempre me trazendo algo novo, - em forma de ondas, quebrando -. Mas "tenho fases como a lua", já havia dito a Cecília Meireles. Relaciono então, tais espaços [da solidão intocável]: o mundo, as estrelas, o céu, o mar, a lua e desejo ter a mesma ligação destes, tão longes e incalculáveis, porém permanentemente conectados. Careço tanto da volta à essência, do meu ser abstrato [como a natureza perfeita], obtendo distância do material, quilômetros das ideologias impostas, me encontrando no princípio - compreender meus meios e fins -, e conhecendo minhas 'iterligações emocionais'. É uma série de sentimentos [confusos] que dentro da mesma 'água', me transportam de baixo, para o ápice - flutuando -, elevando minha auto-estima e não mais me subornando a uma simples menininha, miúda ao assistir o mar da vida [salto dos extremos]. A solidão que me apedreja, é a mesma que me beija, e que em algum momento, faz-me enxergar como imagem e semelhança em prioridade, não mais buscando companhias pelo medo da colisão entre eu e eu [são apenas "procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis", como diria o Caio Fernando]. Só assim, funciono em ciclos viciosos... essa solidão que me pega e me larga quando quer e eu repetidamente, desconectando-me e reencontrando-me.

segunda-feira, 5 de abril de 2010


                                  - BE FREE, BE HAPPY! -



:)

terça-feira, 2 de março de 2010

Letras, meu curso.



É bom escrever tudo aquilo que sentimos e usar isso como terapia para descarregar a mente. Gosto do papel, da caneta, dos versos e das diferentes formas de se interpretar um poema... um texto (aula de Teoria da Literatura, fantástica). Gosto do rebuscamento e do simples também, tudo depende do dia, da noite e da lua. Espero me encontrar - em essência - no curso o qual escolhi para seguir minha vida, Letras. Ler e escrever é arte, de mim faz parte! Para mim, não há coisa mais instigante do que a busca significativa das palavras e principalmente da mensagem que a união delas nos passa. Esse é só o começo de um a longa jornada de lapidação para o ensino. Já adorei ter encontrado pessoas, as quais me identifiquei na Universidade também e espero que assim se prossiga :D Estou feliz com minha meta, não preciso mais de NADA!

Bye :*