segunda-feira, 3 de maio de 2010

Como uma criança



A mulher ao olhar-se no espelho, retrocede e conversa consigo mesma como se fosse com seu 1º amor:

- O sonho foi tão nítido quanto a forma das minhas mãos! Eu te implorava - como uma criança - pra ficar, pra me perdoar, mas você fingindo ser rude, me gritava sem pudor e me pisava como um nada. Ficava tão triste com tamanha crueldade... eu queria te dar apenas uma coisa, tava aqui dentro do meu coração havia um tempo... todo o meu amor. Foi você quem me ajudou quando mais precisei, era só uma recompensa... não custava ter aceito, quase nada! Você estava mais magro e esbelto, bonito - um encanto -. Não conseguia desgrudar os olhos da sua face e beijar tuas mãos, desejando acolher-me nos teus braços. Estávamos na praia, à noite... lua e estrelas como testemunhas do amor que nunca morre, que suporta distâncias... invisível como o vento, mas dá pra sentir, ah se dá! Nesse outro estágio, você já era outra pessoa e me beijava com saudade, tão intenso quanto as ondas que quebravam à nossa frente. Mas ao achar que você iria aceitar meu presente, você me empurra e me diz um triste 'adeus'. Li nos seus olhos caídos que o coração falava uma língua diferente da razão. "Não me procure mais, também não te procurarei." E o dia amanhace com aquele gosto salgado das lágrimas, da água do mar... água que levou-nos embora, vida e rumos distintos, talvez para sempre!


Mas aí, ela amadureceu, virou mulher e depois disso... tudo passou a ser realidade.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Extremos, meus...

Paro às vezes e penso ou vivo - não dá pra dissociar - numa solidão preenchida por vazios, sem sentido ou conexão com o terreno, o concreto, o palpável. Transporto-me em um ser humano frágil e minúsculo diante da vida, do mundo e olho estrelas buscando um significado para eu estar aqui, mesmo que só [por enquanto]. Puxo por um cordão do céu, o imaginário ou ilusório, e os trago para a realidade [choque dos extremos]. Não obtenho respostas claras, pois minha mente viaja como um avião sobre mares desconhecidos e imensos, numa tão rapidez, que sobrevoa apenas homogeneidade das águas... Águas essas que rolam pelo meu rosto, que molham todo o meu caminho, todo o meu concreto... ora fortes, ora calmas e sempre me trazendo algo novo, - em forma de ondas, quebrando -. Mas "tenho fases como a lua", já havia dito a Cecília Meireles. Relaciono então, tais espaços [da solidão intocável]: o mundo, as estrelas, o céu, o mar, a lua e desejo ter a mesma ligação destes, tão longes e incalculáveis, porém permanentemente conectados. Careço tanto da volta à essência, do meu ser abstrato [como a natureza perfeita], obtendo distância do material, quilômetros das ideologias impostas, me encontrando no princípio - compreender meus meios e fins -, e conhecendo minhas 'iterligações emocionais'. É uma série de sentimentos [confusos] que dentro da mesma 'água', me transportam de baixo, para o ápice - flutuando -, elevando minha auto-estima e não mais me subornando a uma simples menininha, miúda ao assistir o mar da vida [salto dos extremos]. A solidão que me apedreja, é a mesma que me beija, e que em algum momento, faz-me enxergar como imagem e semelhança em prioridade, não mais buscando companhias pelo medo da colisão entre eu e eu [são apenas "procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis", como diria o Caio Fernando]. Só assim, funciono em ciclos viciosos... essa solidão que me pega e me larga quando quer e eu repetidamente, desconectando-me e reencontrando-me.

segunda-feira, 5 de abril de 2010


                                  - BE FREE, BE HAPPY! -



:)

terça-feira, 2 de março de 2010

Letras, meu curso.



É bom escrever tudo aquilo que sentimos e usar isso como terapia para descarregar a mente. Gosto do papel, da caneta, dos versos e das diferentes formas de se interpretar um poema... um texto (aula de Teoria da Literatura, fantástica). Gosto do rebuscamento e do simples também, tudo depende do dia, da noite e da lua. Espero me encontrar - em essência - no curso o qual escolhi para seguir minha vida, Letras. Ler e escrever é arte, de mim faz parte! Para mim, não há coisa mais instigante do que a busca significativa das palavras e principalmente da mensagem que a união delas nos passa. Esse é só o começo de um a longa jornada de lapidação para o ensino. Já adorei ter encontrado pessoas, as quais me identifiquei na Universidade também e espero que assim se prossiga :D Estou feliz com minha meta, não preciso mais de NADA!

Bye :*

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Passar...

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."

(Caio Fernando de Abreu)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Vamos pra avenida desfilar a vida, carnavalizar!"


                                                  -

Carnaval aí... alegria que contagia,
4 dias ímpares com máscara e fantasia!
Carnaval - festa da carne - movimento construtivo da identidade brasileira.
Pique na rua e muita bebedeira!
Cada um que aproveite da melhor forma
Essa mistura de ritmos e
gostos que aquecem e saem da norma...
Quanta gente bonita!
A não ser que você não queira...
União de culturas e raças, até a garota baladeira.
É som, folia e cor.
Suor, felicidade e amor!
Alas, escolas e ruas... loira e mulata semi-nuas!
Uau, quanta beleza... da malícia até a pureza.
Vamos pra avenida ver a escola da vida,
Pois já posso escutar a batida
Confirmando a carnavalesca ida!
Vamos dançar, escandilizar,
Carnavalizar em Olinda florida!