terça-feira, 7 de junho de 2011
Estrela
terça-feira, 19 de abril de 2011
Malabares
Com o tempo você aprende muitas coisas que te empurram para um patamar maduro. Porém, tais coisas dependem de como você vê o mundo e de como se vê frente ao mundo. A forma que se age diante de algumas situações estreitas que nos aparecem é o nosso desafio, e por ser desafio não poderia ser simples. O tempo efêmero nos presenteia com a habilidade e o 'malabarismo' de situações, as quais nos ensinam bastante sobre nossa vida de artista circense. Cara de palhaço? Temos mesmo, mas talvez só a cara... Uma coisa é certa, a gente vai aprendendo a responder só o que é necessário, e a se calar com o fútil, o irrelevante. Engolir palavras, ou soltá-las ao vento é tarefa notificada.
Nos deparamos com quem fala o quer, escuta o que não quer, tirando os que falam o que não deve e escutam o que realmente deve - a verdade fere quando dita. É com esse tipo de gente que estamos a tatear todo santo dia. Mais uma vez o tempo vem e nos mostra que a convivência requer muita prática e cautela, ou nós enlouqueceremos com os palavrões ditos, sem falar nas expressões pejorativas e nos sussurros obscuros.
Nem tudo que se diz por aí é verdadeiro, há diferença entre julgamentos e conselhos, e a análise das fontes é obviedade para quem gosta de 'pratos limpos'. Nesses abismos, ficamos somente com o que vale a pena se escutar, seja lá de quem for. O tempo vai peneirando, e é nesse tal que devemos nos apoiar para continuar.
Ser irredutível a esse 'malabares' é uma dádiva.
Ser irredutível a esse 'malabares' é uma dádiva.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Sem dó, nem ré
Fico somente a me perguntar se o destino há de reservar algo bom, ou se minhas escolhas irão me definir mesmo. Minhas possíveis escolhas me dão medo, me frustram... já o destino me conforta, me acalma. São incógnitas da minha vida cheia de porquês, sem respostas, total nonsense. Estou realmente cansada de me dirigir a um porto, sem seguro, de caminhar por estradas quebradas, de começos sem fins, de caminhos desencontrados. Estou a ponto de provocar acasos, de fazer acontecer o inevitável, de forçar barras. Sou intensa, gosto de fogo, do arder, do coração, da abertura, da re-paginada. Não acerto alvos, me perco nas miras, caço o já caçado, sigo corações amarrados, de pessoas sugadas. Já adoeci, virou febre constante. Queria mesmo era alguém só pra mim, novinho e disposto, pronto pra meu uso e abuso. Por inteiro, corpo inteiro, alma inteira. Sim, é possível. Eu estou assim! É, a situação tá tão escura que eu queria nem que fosse o reciclável, pois aí daria um jeito de reutilizar, refazer, reamar sem dó, nem ré. Em coração não se manda, eu sei. Mas o que custa uma brecha, um espaço contido, uma pontinha de luz? Somente assim é que se conhece o verdadeiro sentido da vida - a construção das coisas, a reconstrução das pessoas. Tudo é um processo, uma linha, uma continuação. O tempo é algo que permite isso, porém seus filhos não se deixam, não se mudam, se proibem das leis arrebatadas. Isso me aborrece, me entristece, me desespera. Sou humana na espera, suplicando por sentimentos à flor da pele, e exigindo defuntos no caixão, ex-amores caindo por terra. Ser novo e se abrir pro novo é nosso desafio, nossa embarcar. Poucos fazem isso, mas todos precisam disso. Vai dar ré como os outros, ou vai remar comigo, baby?
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Não!
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| Brasil, terra dos grandes e pequenos |
Precisava vir aqui falar sobre a banalização constante que tenho percebido no mundo internetês. Não é preciso muito arranjo para encontrar trechos de grandes obras de escritores famosos como Clarice Lispector, Cecília Meireles, Carlos Drummond e os mais novos banalizados que são Martha Medeiros e Caio Fernando Abreu. É revoltante ver o quanto esses escritores tiveram sua obra disseminada na velocidade da luz, estampada nos perfis das debutantes desesperadas. São modinhas chatas, refletida pela mente dessa juventude clichê. Seguir a multidão é o que prevalece. A autenticidade passou longe e onde estará perdido o significado da literatura e sua profundidade? Conhecer as obras desses autores é de suma importância, e a partir disso poder espalhar que você é FÃ, que é seguidor fervilhante e leitor proficiente. Entender o verdadeiro sentido dos versos articulados por Clarice somado a complexidade e tradução perfeita de sentimentos por Caio, é estudar o que temos de melhor nesse Brasil, terra de grandes escritores, terra da Literatura Modernista e da Semana da Arte Moderna. Leitura é cultura, é conhecer as raízes e os motivos, e não simplesmente misturar belíssimas frases a perfis de pessoas sem discernimento. Digo NÃO a banalização da Literatura!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O que é?
Já dizia Fernando Pessoa, que ninguém ama ninguém. Particularmente, acho isso ofensivo demais e uma afirmativa forte pra ser cem por cento real. Quem saberá? Penso portanto, que amar seja um enigma constante na vida de todos os seres humanos e no que seria de fato, amar. Se fosse fácil, teríamos uma explicação clara e não as milhões de faces que o amor tem. Pergunto-me se o verbo tão cotidianamente usado/banalizado seria essa coisa tão inalcansável sentida por raros, e me vem respostas como a de Fernando Pessoa. Talvez ninguém ame ninguém. Ama-se mesmo a ideia que fazemos do tal, a fantasia que colocamos em cima do outro que nos satisfaz, e dos desejos retribuídos proveniente de nossas cabecinhas. Será isso mesmo? Por que não se ama tanto na presença, e sim na ausência? Estará nossa ideia longe demais, o que causa dor; ou ela nunca estará completa quando perto?
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Cansada
Cansada de tudo que começa e não termina. Cansada do que se taxa por 'diferente', estando perdido no meio da multidão, perdido de si mesmo. Cansada de pseudo-estratégias carapuçadas de covardia. Cansada dos dias de inverno sozinha, e olhares de longe. Cansada de gelos e sumiços com direito a voltas cheias de cinzas e cheiro de cemitério. Cansada do que poderia ser e não foi. Cansada da falta de coragem, da falta de abertura, falta de doação. Cansada de palavras na boca, e ações debaixo dos pés. O que quero ninguém entende. Estou falando grego ou sou eu que estou fora do ritmo? Paciência!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O sol
Girei na roleta meus desejos rapidamente, dentro de poucos dias. Reparei datas, vi que foram tão curtas quanto a minha vontade de descobrir quem sou eu. Não me preocupo tanto em achar a resposta, pois sei que este enigma não tem analista que acerte, nem mudança que defina. Estive mais tranquila... peguei-me olhando pro mar com a tamanha imensidão do mesmo. Parecia câmera lenta, observando cada detalhe daquele azulão profundo, coberto pela sombra das nuvens. Meus pensamentos nadaram como os peixinhos que estão lá dentro... respirei a brisa, retirei a areia do corpo, tomei banho de sal e pulei ondinhas que me bateram com força. Peguei no meu coração como quem pega numa estrela do mar, trazida pela água. Percebi seus eixos e vi que faltava um pedacinho, e era justo ali que mais doía. Voltei pela estrada quente, de longe vi uma miragem... aquele fenômeno da pista molhada e comparei com alguém, com um sentimento. Repeti num só eco: "Você foi como uma miragem... de longe pensei que era verdade, mas quando cheguei perto... não era nada." Minha tristeza não é tão exata, pois mudo, subo e desço tão frequente como o sol de todos os dias. É isso, sou um dublê do sol. Caminhei vagamente até encontrar uma posição legal para assistir o sol se pondo. Pensei na vida, nas pessoas e no fim das coisas que nos cerca. Fim: algo tão óbvio e tão chocante ao mesmo tempo. É difícil aceitar que tudo que principia, um dia tem que acabar... e me refiro a tudo nessa vida. O sol mais uma vez mexe comigo e um pensamento positivo rodeia minha cabeça, raiando meus princípios... No outro dia, sentada na varanda ao som das ondas, o sol veio me avisar que está ali de novo e que o ciclo nunca se acaba, confirmando que para todo fim, um recomeço, uma nova chance de fazer diferente. Respirei aliviada, enxerguei um novo horizonte bem acima do mar e me senti um peixinho a nadar pro fundo, leve e solta.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Puro êxtase
Tenho me sentido assim no últimos dias... como se o 'mais' tivesse tomado o lugar do 'menos' sem pedir licença... saiu invadindo espaços pouco antes vazios, sem nem bater na porta. Tenho me visto leve e mergulhada em pensamentos bonitos, de paz. Talvez (com certeza) essa sensação passará e por isso, fico querendo agarrá-la a todo custo, prevendo um futuro incerto, unido ao medo de perder um bem-vindo-tão-querido. É, tenho me pego como há tempos acontecia... sonhando acordada, premeditando palavras, filtrando emoções. Estou mais ou menos como me desejaram um dia, estou novinha de novo e em folha, dentro de um beco sem saída sem querer volta. Êxtase de vida, de pernas pro ar, de dois pés, de duas bocas, de corações e pele. Procuro direção, mas não vejo caminho a não ser uma entrega repentina e feliz, mágica e única. Sem problemas, mas uma enorme solução estampada na minha cara, cheia de sentido e coerência, recusando-me a aceitar pausas e caronas para a 'velocidade máxima permitida'. As palavras tem expelido de mim mais facilmente como faço agora e nego uma revisão, uma correção, uma não-aceitação do que não posso dizer 'não', simplesmente... E como diria o Caio: "Estou contente outra vez!"
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| Dois poetas assim juntos, é demais pra mim! |
domingo, 19 de dezembro de 2010
Sem mais
Escrever, eis meu hábito e necessidade constante. Minhas letras, expressões e emoções traduzidas em teclado, mente e momento me trazem a um lugar sinuoso, repleto de pensamentos vastos e pequenos. São nesses momentos que eu me transporto pra dentro de mim mesma, vasculhando o que há de mais extremista internamente- percebo que os extremos tomam conta de mim, me compõem em corpo, cabelo e cara e vejo o quão são súbitos e sábios. Mas gosto mesmo é dessa força revitalizadora que habita aqui, sempre me impulsionando pra degraus mais altos, além de ver o meu papel de mulher sendo construído e recheado a cada dia que se conclui. É como houvesse uma soma de menina+adolescente+mulher por partes em um mesmo ser por inteiro, eu. Sim, tenho muito tempo ainda pra aprender, cair, levantar, fraquejar e fortalecer nas minhas penumbras e claridades constantes. Nesse mesmo instante, penso que a vida nos carrega até onde queremos, sem mais nem menos, e me coloco hoje no lugar onde lutei pra chegar - eterna luta-glória. Uma glória alcançada com arranhões, motivo da desistência de muitos no caminho, que preferem o comodismo de ser infeliz somado a preguiça de sair correndo pra um lugar no sol. Esse lugar tão desejado e pouco alcançado não é permanente, diga-se de passagem, pois a luta não termina no topo, mas continua nos trancos e barrancos que a vida cotidianamente nos dá. Quem sabe seja essa montanha-russa da vida que causa náuseas àqueles que insistem num ponto-final-feliz, e não vírgulas, reticências... Enfeitar dia após dia é uma tarefa árdua e nem todos tem coragem de se comprometer. Eu me comprometi.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
- 2010 -
2010 pra mim, foi mais ou menos como eu esperava há exatamente um ano. Claro, que todo o planejado não foi concretizado, afinal nada nunca sai 'perfeitinho'. Faltando alguns poucos dias para acabar esse ano - que passou tão rápido - estou aqui para dizer o quanto que ele significou pra mim. Muitas coisas importantes me aconteceram, começando pela vitória de ter passado nas duas universidades públicas, e principalmente por ter iniciado minha vidinha de universitária tão cedo. Com 17 anos, aprendi milhões de coisas, e em dezesseis de outubro pude completar 18 primaveras alegremente. 2010 foi pra mim um ano de descobertas fantásticas, solidificação de opiniões, mudanças internas. Conheci pessoas maravilhosas, frequentei lugares ditos 'tenebrosos', espacei meu repertório musical (descobri que a música é parte do meu corpo), abri sorrisos só quando tive vontade, quebrei a cabeça sem motivo, não agradei a todos e nem quis. Tive momentos inesquecíveis com pessoas ímpares, chorei menos, amadureci mais. Estudei muito e pouco também, aperfeiçoei minha paixão por livros e por escrever - fiz da Literatura mais um pedaço de mim - saí de um mundinho fechado para o 'marzão' da vida. Substituí horas de festa, por horas de estar comigo - valeu a pena a troca! Me decepcionei, perdoei, fui perdoada, me desliguei de uns, me liguei em outros. Me apaixonei, desapaixonei, tive até um amorzinho platônico, e agora estou saboreando algo mais real, que me desejaram um dia. Tive surpresas, desacreditei, ocupei e desocupei lugares... distribuí os merececimentos aos respectivos donos. Ajudei a quem precisava, mas também precisei de colo, fui ouvinte e falei um bocado, me tornei indispensável para alguém e vice-versa. Sonhei, fui até as nuvens, caí no chão, acordei assustada e depois pensei: "que besteira!". Coloquei um piercing, andei por fora e dentro da moda, continuei a não gostar de comprar o que todos estão comprando, condenei a massificação das pessoas, pela solidão cada vez mais presente nas mesmas. Viajei sozinha, com os amigos, fui testemunha de lugares banhados pela natureza e mergulhados na história e cultura de um povo e comparei a minha pequenez diante da imensidão do mundo. Valorizei mais os momentos com a família, abracei com mais força os poucos amigos que tenho, tive medo de perder os que amo. Fortaleci minha felicidade, busquei paz interior, me perdi, me achei, encontrei quem não ousava encontrar... Agora, já estou aqui cheia de novos planos para o 2011 que se aproxima. O cheirinho de coisa fresca já me passa por perto e o meu desejo se faz numa continuação repleta de novos sabores. Feliz Ano Novo a mim e a todos...
sábado, 11 de dezembro de 2010
À minha frente
Talvez a necessidade assídua de se agarrar ao que chamo de 'fantasia' alimente minha alma, meu corpo. Acredito que sempre há de existir algo além do céu, que me faça viver, que me impulsione na estrada. Ouvi o poeta Fagner dizer: "Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento (...)": um ponto estapafúrdio, um louco a atirar-se do abismo. A tarefa de estar viva, carrega-me nas costas sonhos e alicerces, mesmo sendo alguns perdidos nas entrelinhas. Penso que quando não há algo para se contentar, se contemplar... não há vida e jamais quero morrer, vivendo! Vou fantasiar sem escapar pela tangente e adorarei de mãos juntas e vela, cada pedaço de tempo que me é dado. Tenho o futuro como presente, o embrulho como passado e estou a desatar o laço dessa caixinha de surpresa, enfeitada por fita colorida.
Eis o meu desafio... me entregar ao que me contenta, mesmo que essa 'entrega' seja provisória.
sábado, 27 de novembro de 2010
Com amor, com concreto
Fico aqui tentando retirar a água que está lá no fundo do meu poço. Não consigo. Talvez seja a barreira de sentimentos que me cobre agora, um lado do muro que não está para o sol, mas para a sombra, cheia abrigo sem mormaço. Meus sentimentos estão alojados em cada tijolo, não são poucos.... e tem uns que ainda estou tentando colocar cimento em cima. Mas não há jeito, buracos não se tapam assim, moça. Estão martelando em mim, exigindo um novo reboque. Procuro pregos, martelo, e principalmente paredes, mas não acho a coragem. Ah, ainda falta a vontade... desejo a gente não controla, não é mestre de obra. Tem gente que exige que tenhamos sentimentos, e não sabem que a reciprocidade é o concreto mais caro, mais raro. Cuidado, construções desabam, me disseram! A minha desabou um dia, e o despertar da reconstrução ainda não me acordou. Estou adormecida por entre as poeiras deixadas da queda dos meu andares. Estou com medo de tudo cair por terra... a cerca elétrica do meu muro está ativada e meu coração está mais duro que uma pedra. Não está havendo doação.
sábado, 20 de novembro de 2010
Ponta de iceberg
Lembrei de algumas datas passadas e pude ver o tanto de criança que ainda ficou em mim. Não reclamo, apenas sorrio. É engraçado ver o quanto as coisas amadurecem de um lado, e do outro lado permanecem verdes, imaturas... onde tudo floresce em passo de formiga. Como se houvesse sempre um casulo, um lagarto e uma borboleta a se formar, sempre e sempre. Nós. Eu gosto de ver esse ciclo em que a vida nos põe para sermos girados até pararmos no mesmo ponto, só que com mais bagagem a cada ida e volta. Retomo dizendo que águas novas rolaram no meu moinho e uma vez por outra me vejo como a garotinha de alguns anos atrás, intacta de algumas situações, engatinhando ainda. Faz parte... sou aprendiz! Só assim me aceitei como uma pontinha de iceberg - mostrando só minha metade e derretendo aos poucos. A outra metade é mistério, é surpresa. É tão escondida nos meus labirintos e rodopios, que até eu mesma me perco nas entrelinhas de ser eu.
“Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas.” (Caio Fernando)
“Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas.” (Caio Fernando)
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
São por essas...
Raimundo Fagner (cearense)
Zé Ramalho (paraibano)
Alceu Valença (pernambucano)
Luiz Gonzaga - Rei do Baião (paraibano)
Flávio José (paraibano)
... eu AMO o meu Nordeste!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Bela e súbita
Aqui estou de novo, olhando pro meu espelho interno, infinitamente impenetrável. Grandioso, é assim que é lá dentro... lá dentro de mim! Gosto de tentar passar essa coisa incomunicável - adoro os 'in'. Hoje acordei parecendo que tinha alargado os espaços no meu interior. Vesti uma boa roupa, arrumei o cabelo. Me senti cem vezes mais bonita, me vesti bem por fora e por dentro. Curto sentir isso... sensação que a-d-o-r-a-r-i-a ser eterna. Mas é bela, rápida. Talvez eu tenha me amado um pouco mais que ontem, e me excluí da vida de "esmolinha", coisa pouca. Bom pra mim, hein? Por sinal, ótimo. Bom começo pra quem não enxerga o fim, mas apenas o recomeço de tudo que vê pela frente.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Revolta
Um post infeliz da usuária @mayarapetruso quando comentava sobre a vitória da presidenta eleita, Dilma Rousseff, sobre o ex-governador José Serra, desencadeou uma onda de protestos que prossegue no microblog Twitter. A jovem, que éestudante de direito, postou na noite de ontem, 31: "Nordestisto não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!".
Por Andrea Grace
Não sou uma pessoa que costuma envolver-se em polêmicas ou declarar seus posicionamentos de forma ferrenha, pois acredito na palavra "Democracia" em toda a sua extensão e profundidade. Entretanto, diante de alguns - para não dizer centenas - de comentários que li via twitter, decidi escrever essa carta.
No último dia 31/10, dia em que o Brasil votou e elegeu a sua primeira presidente mulher - um avanço para o nosso país- os nordestinos foram extremamente desrespeitados e discriminados por terem sido os protagonistas do resultado eleitoral nacional. Comentários como "pessoas sem esclarecimento", "sem acesso a informação", "alienadas" foram difundidas, em pleno século XXI, apregoando uma ideia ridícula de segregação do norte e nordeste, em relação ao resto do país.
Para surpresa de alguns desinformados que twitaram tais absurdos, nós nordestinos conseguimos ler, fato que alguns julgaram impossível, pois acreditavam que no nordeste "ninguém sabia nem o que era twitter". Engraçado é que muitos nordestinos acessam o twitter, o orkut, o facebook e os seus blogs, a partir de notebooks, netbooks, Iphones e Smartphones que, pasmem, nós sabemos o que é cada ferramenta dessa e trabalhamos a ponto de ter acesso a comprá-los, inclusive através dos websites do sudeste. É... os correios também atendem à região nordeste...
Além disso, escrevo de uma cidade do interior paraibano (Campina Grande) situada entre as nove cidades tecnológicas do mundo, segundo a revista NewsWeek (vide:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=7202)., exportando tecnologia da informação para países, como Espanha, EUA e China.Ademais, somos a primeira cidade do Brasil a dominar a tecnologia do plantio de algodão colorido ecologicamente correto. Vivemos num estado, assim como todos, com uma indiscutível má distribuição de renda, fato que não impede que campus de universidades particulares e públicas ofereçam oportunidades de acesso ao ensino superior a todas as classes sociais.
Dentro dessa desigualdade social, ferida aberta em todos os grandes centros urbanos, vemos shoppings (é... nós temos shoppings no nordeste) oferecendo produtos que apenas uma parte da população pode ter acesso, contrastando com casas paupérrimas . Vemos as simples bicicletas, meio de transporte ultimamente eleito como o melhor para o meio ambiente, disputarem espaço com grandes carros de empresas estrangeiras, a exemplo da Hyndai, Honda, Kya, bem como com carros mais populares, produzidos pela Fiat, Chevrolet, e Volkswagen. É... aqui já faz algum tempo que a carroça deixou de ser o principal meio de transporte.
O que mais me assusta é que, diante de pessoas que se declaram tão superiores e esclarecidas, nós nordestinos demonstramos mais poder de decisão e escolha, pois não nos guiamos pelas opiniões alienantes e oligárquicas difundidas pelos principais meios de comunicação nacional. Fato que também deve estarrecer os mais desinformados, pois nós aqui temos televisão, inclusive de plasma, LCD e de LED, e recebemos os sinais das principais redes de televisões do Brasil, sem falar que nos mantemos informados também através de tvs à cabo - mais de uma empresa? - pois é... isso pode ser um tanto quanto impactante para alguns habitantes da parte inferior do nosso mapa brasileiro.
O que observamos é que o Brasil, nesses últimos quatro anos, assistiu a uma expansão do ensino superior, a uma diminuição da miserabilidade do país, a uma estabilidade econômica e a uma descentralização da distribuição de recursos federais, e isso foi determinante, acredito eu, para a escolha verificada com tanta revolta por alguns. A demagogia, o autoritarismo, os sorrisos forçados, a imagem da oligarquia não satisfaz mais a um povo que já sofreu muito com a falta de um olhar de credibilidade para a nossa região.
E para aqueles que não acompanharam muito de perto os resultados eleitorais por região, os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, localizados na região Sudeste, também elegeram a candidata petista.
Apesar da grande votação da candidata petista na região nordeste, essa decisão não foi tão unâmime como todos pensam, pois em Campina Grande, repito, na Paraíba, o candidato José Serra teve mais de 60% dos votos. O que prova que democracia é uma palavra que, além de exigir respeito, é imprevisível.
Por tudo isso, venho com todo o meu sentimento de pesar, pelos comentários lidos, não defender um candidato ou outro, mas defender o povo nordestino que possui o direito de votar, bem como todas as demais regiões possui, e esclarecer, àqueles que acreditam em sua superioridade de reflexão e tomada de decisões, que os nordestinos não são a escória do Brasil, mas que contribuímos economicamente com o nosso país e merecemos receber em troca investimento e respeito.
Aconselho também, a tais pessoas e às que pensam como elas, a conhecer o Brasil como um todo, antes de denegrir as pessoas, baseados em informações frágeis e opiniões preconceituosas. Quem não conhece o nordeste, não acredite em tudo que é veiculado pela televisão: venha aqui e se encante.
Andrea Grace
(Nordestina, paraibana e mestranda em letras
A coisa mais fina do mundo
Não que eu esteja ferida... magoada ainda, mas tem coisa aqui dentro que incomoda demais. Talvez esse vestido velho que vesti foi desnecessário, ou o que revirei, levantou poeira. Esqueci de me despir dessas fantasias e de me desligar dos fantasmas pretéritos. Mas o que posso fazer além de querer e desejar? Essa vontade incontrolável me perturba e depois que a música para de tocar, lá vai eu querendo dançar numa pista escorregadia. A vida vem e me pergunta: - Mas cair de novo? E você não aprendeu a lição, sua moça? Eu respondo: - Mas que droga! Sou apenas um animal sentimental... ah! Deixa eu ser? Só um pouquinho...
Esse reviver típico de um serzinho chamado "humano" com um slogan "a carne é fraca!".
(Adélia Prado)
Esse reviver típico de um serzinho chamado "humano" com um slogan "a carne é fraca!".
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
(Adélia Prado)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Pra você
Não há de existir um topo, uma perfeição no nosso amadurecimento. Tive provas. As circunstâncias embalam juntos com as pessoas e a mudança floresce a cada renascer. Porque nunca conseguiremos explicar o que é a vida e a razão de estarmos passando por algum caminho turvo. Não me venha dizendo que amadureceu... use o gerúndio: estou amadurec(endo). Use de experiências, de aprendizados, dos frutos que caíram da enorme árvore chamada vida. Faça bom proveito deles... lave-os quando for necessário. Festeje as pedrinhas no caminho! Ficar parados diante desse marzão de água misteriosa é que não pode... beba vinhos, sinta outros sabores, valorize os mais diversos gostos. Abomine os cabeça-chata, os pseudo-intelectuais que pensam ter explicação pra tudo... eles não tem. Números só se for das bocas beijadas, de pessoas amadas. Não se cubra de tanta modinha, nem despreze o que você dita por demodê. Fora de moda é você! Quer que todos acreditem no que você acredita e sai por aí gritando e exigindo um mundo a seu molde. Vive numa redoma que é confortável pra você. Ei, mas pra mim não é, certo? Você não entende. É um intolerante. Mude, meu caro... os sepultamentos diários te mostram que você é um grãozinho de areia, uma gotinha querendo ser o oceano. Pra que tanta regra? Não vai dar tempo obedecer a todas mesmo! Ouça o que gosta, esqueça os que dizem: "Isso é muito brega." Mas, te faz bem. E aí? Escute... a música move almas e tempos! Não reclame tanto dos políticos... você também é corrupto quando fura a fila de um banco, ou quando não se faz honesto nas palavras! Aja com amor e deixe boas marcas por onde colocar seus pés.
Apareça, não ligue tanto pras etiquetas. Deixa isso pra a cara gorda do seu chefe.
Seja feliz sem esperar muito...
Não confunda conforto com felicidade e exterior com interior.
Procure sua paz. Ela vale mais do que qualquer ourinho achado.
Vamos encurtar distâncias e ouvir mais o coração.
Fui dar asas a minha mente,
já volto.
ps: eu dizendo pra mim!
Apareça, não ligue tanto pras etiquetas. Deixa isso pra a cara gorda do seu chefe.
Seja feliz sem esperar muito...
Não confunda conforto com felicidade e exterior com interior.
Procure sua paz. Ela vale mais do que qualquer ourinho achado.
Vamos encurtar distâncias e ouvir mais o coração.
Fui dar asas a minha mente,
já volto.
ps: eu dizendo pra mim!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Pretérito perfeito
Não sei porque esses últimos dias foram sorteados para que eu parasse pra (re)fletir perto de um baúzinho chamado passado. Falei mais nele, mexi com as mãos, achei cartas, pinjentes e até um papel de presente. Isso me fez bem e um sorriso se fez no meu rosto cansado de esperar um futuro imprevisível. Por quê? Pergunta que não há resposta, nem êxito desejado. Algumas datas atrás olho como eu estava. Num cantinho ingênuo. Amadureci e me deram uma data pra temporada comemorativa das 18 primaveras. Muitas estações unidas a histórias felizes. Um alguém, que adormece e reaparece quando eu menos espero ou preciso. Por quê? (de novo) Não quer calar! Uma vontadezinha tá sacudindo aqui dentro, me empurrando pra um mar, lua e estrelas. Penso melhor... talvez não... Mas e o futuro imprevisível? Será esse que vivo agora? Bem, o futuro é agora... então deve ser. Me disseram: Aproveite! Meu coração saltitante pensa na grandeza de um momento levado pela brisa marítima e recheado de incertezas cruéis. Não tá saindo da minha cabeça. Um movimento involuntário me impulsiona a realizar essa coisa... será possível? Um passado mexendo mais uma vez comigo!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
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